Quarta-feira, Março 12, 2008

“Animais, Meus irmãos!”por Edgar Kupfer-Koberwitz

(As páginas seguintes foram escritas no campo de concentração de Dachau, em meio a todo tipo de crueldades. Elas foram furtivamente escritas na barraca do hospital onde fiquei durante minha doença, em um tempo em que a morte nos tocava dia após dia, quando perdemos 12 mil pessoas em quatro meses e meio.)

Querido Amigo,

Você me perguntou porque eu não como carne e você está imaginando as razões do meu comportamento. Talvez você pense que eu tenha feito votos – algum tipo de penitência – recusando todos os gloriosos prazeres de comer carne. Você pensa em filés com molhos, peixes suculentos, deliciosos presuntos defumados, e outras milhares de preparações cárneas que seduzem milhares de paladares humanos. Então você vê que eu estou recusando todos estes prazeres e você pensa que somente penitência, um solene voto, um grande sacrifício, poderia me levar a recusar esta maneira de aproveitar a vida, suportando com grande resignação.
Você parece atônito e me pergunta: “Mas por quê e para quê? E você fica imaginado que quase adivinha a verdadeira razão. Mas se eu estou, agora, tentando lhe explicar a verdadeira razão, em uma frase concisa, você ficará atônito mais uma vez porque o seu palpite estava tão distante do meu real motivo. Escute o que eu tenho a lhe dizer.

Eu me recuso a comer animais porque eu não posso me alimentar do sofrimento e da morte de outras criaturas.
Eu me recuso a fazer isto porque eu mesmo sofri tão dolorosamente que eu consigo sentir as dores dos outros pela lembrança dos meus próprios sofrimentos.
Eu sou feliz, ninguém me persegue; por que eu deveria perseguir outros seres ou causar-lhes sofrimento?
Eu sou feliz, eu não sou um prisioneiro; por que eu devo transformar outras criaturas em prisioneiros e jogá-las em jaulas?
Eu sou feliz, ninguém está me machucando; por que eu deveria machucar os outros ou permitir que sejam machucados?
Eu sou feliz, ninguém me maltrata; ninguém vai me matar; por que eu deveria maltratar ou matar outras criaturas ou permitir que sejam maltratadas ou mortas para meu prazer e conveniência?

Não é natural que eu não inflija a outras criaturas a mesma coisa que eu espero, e temo, nunca seja imposta a mim?
Não é a coisa mais injusta fazer estas coisas aos outros sem nenhum propósito além do gozo deste insignificante prazer físico, às custas de mortes e tormentos?
Estes seres são menores e mais desprotegidos do que eu, mas você pode imaginar um homem racional, de sentimentos nobres, que basearia-se nestas diferenças para afirmar o direito de abusar da fraqueza ou da inferioridade de outros?

Você não acha que é justamente o dever do maior, do mais forte, do superior, de proteger a criatura mais fraca ao invés de matá-la?
“Noblesse obligé”

Terça-feira, Setembro 05, 2006

Pense um pouco...

“Comece a renovação de seus costumes pelo prato de cada dia. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais. O cemitério na barriga é um tormento, depois da grande transição. O lombo de porco ou o bife de vitela, temperados com sal e pimenta, não nos situam muito longe dos nossos antepassados, os tamoios e os ciapós, que se devoravam uns aos outros.”

“A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enormes conseqüências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.”

O fato é que no momento do sacrifício o animal com medo, efeito natural do instinto de conservação, torna a “matança” dolorosa e árdua. E, por isso, é difícil não encontrar um local onde os animais não sejam mortos com tirania e crueldade para satisfazerem os caprichos humanos.

O ABATE:
- 12 horas antes do abate eram privados de água e alimento, para amaciar a carne;
- eram conduzidos molhados a um corredor e dali tangidos com choques elétricos de 240 volts;
- a seguir, uma pancada na cabeça, tonteando-os;
- com o animal ainda vivo, as patas eram cortadas, com machado ou tesoura grande, de forma a esgotar todo o sangue;
- ainda vivo, com ferimentos terríveis, o animal era colocado em uma estufa para suar e com isso
eliminar o ‘mal educado’ cheiro de cavalo de sua carne;

Será que alguém em sã consciência aceitaria tais situações para com os animais? Fazendo uma pausa por aqui, nos perguntamos como as pessoas se sentem diante de tais situações. Um exemplo melhor ainda, como será que Francisco de Assis se sentiria vendo os animais morrerem dessa forma brutal?

Certamente que eles no momento da morte muito dolorosa, pelo instinto de conservação, lançam na matéria todo o pavor, angústia e outras cargas deletérias que iremos consumir depois. E isso não é de se estranhar, porque o animal não compreende como nós, homens civilizados e superiores, que os tratam tão bem, de modo intempestivo, leva-o para sua própria desgraça.

Talvez por isso existam no mundo as famosas doenças como a “gripe do frango”, “mal da vaca louca” e outras que virão. Pode ser um aviso do mais alto para que paremos de nos alimentar grosseiramente. Os animais não foram criados para tal.

A alimentação carnívora não influencia na moralidade da pessoa. Por isso, devemos fazer um esforço contínuo para aliarmos o útil ao agradável. Podemos ser boas pessoas e pararmos de comer as entranhas dos nossos animais, nossos queridos irmãos.

"ENQUANTO O HOMEM CONTINUAR A SER DESTRUIDOR IMPIEDOSO DOS SERES ANIMADOS DOS PLANOS MENORES, NÃO CONHECERÁ A SAÚDE NEM A PAZ. ENQUANTO OS HOMENS MASSACRAREM OS ANIMAIS, ELES SE MATARÃO UNS AOS OUTROS. AQUELE QUE SEMEIA A MORTE E O SOFRIMENTO NÃO PODE COLHER A ALEGRIA E O AMOR"
Pitágoras

Sábado, Julho 15, 2006

CONSCIÊNCIA...

Os Humanos realmente são animais incríveis, conseguem ser inteligentes e racionais em suas proezas no mundo tecnológico, social, econômico e em tudo aquilo que ele acredita ser evolução. O Homem até consegue explicar a existência de um tal Ser “supremo” que ele chama de Deus e que é o criador de tudo que há nesse mundo. Contudo, para este mesmo Deus o Homem implora misericórdia, mas não tem compaixão pelos outros seres que habitam esse planeta e os assassinam para satisfazer suas necessidades hipócritas.
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Mas o que realmente impressiona é a capacidade que a grande maioria das pessoas tem de assimilar hábitos tão cruéis como sendo normais, e simplesmente desconsideram as desgraças que assombram esse planeta. Esta indiferença diante da dor e do sofrimento dos outros animais demonstra o quanto é difícil tentar fazer alguém entender que isto está errado. Pois comumente, as pessoas não conseguem raciocinar de forma clara quando estão diante de hábitos que lhes parecem ser inofensivos ou normais, onde baseiam-se em explicações de ordem maior, e que assim sendo podem impor as regras do certo e do errado.

Um bom exemplo dessa superioridade irracional é a maneira como que os humanos encaram a alimentação, eles acreditam que a carne de animais é um alimento importantíssimo para a manutenção de sua saúde. No entanto, não questionam este habito, pois muitos não conseguem imaginar suas refeições sem um pedaço de carne. Para o ser humano este subproduto animal é como uma bolacha, pois é algo que foi feito para se comer sem culpa, pois é assim que deve ser. E então, as pessoas não conseguem ver que estão comendo um pedaço de animal morto, ou seja, um ser vivo que teve sua vida interrompida sem sequer ter tido a chance a defesa.

Notoriamente o Homem dos tempos atuais encara os seres de outra espécie como vidas sem valor, isto também aconteceu nos tempos da escravatura, onde os negros eram vistos como criaturas sem alma. Ainda nos dias de hoje, há vestígios de outro tipo de prepotência humana, o machismo, onde em um passado remoto o homem submetia as mulheres a seu comando, pois se acreditava que o Ser do sexo masculino era realmente superior, mas felizmente a sociedade está superando aos poucos essa visão deplorável. Porém, com relação aos animais o homem ainda está longe de repensar seus conceitos de espécie superior e continuará sendo um assassino cruel e ingênuo.
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Este tipo de pensamento se torna terrivelmente penoso para os que conseguem entender que os animais são seres vivos, que como qualquer outro, podem sentir dor, podem sofrer e poderiam querer ter o direito a vida, como qualquer um humano.
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Ao mesmo tempo em que é triste imaginar que existam pessoas que pensam que os outros seres vivos são produtos para serem consumidos, é revoltante acreditar na idéia de que isso não mudará e o ser humano continuará a comer, vestir, usar e massacrar os outros. E ainda existem aqueles menos privilegiados de inteligência racional, que irão dizer: “mas, eu não mato animais!”. Embora este tipo de justificativa me provoque náuseas “mentais” é bom esclarecer para estas pessoas que, talvez você não mate com as próprias mãos, mas alguém assim fará, e você estará motivando esses assassinatos.
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Contudo, pode até ser que os animais não-humanos vivam em um mundo sem leis, sem racionalidade ou inteligência. Mas os outros animais, os humanos, são perversos, ignorantes e incapazes de superar suas próprias necessidades instintivas. Nós não precisamos derramar sangue para ter a ânsia de nossos prazeres saciados. Se você também pensa o mesmo, então seja consciente, não feche os olhos para estas atrocidades horríveis.

O certo é que nem todas as pessoas estarão pré-dispostas a ajudar aqueles que não podem falar a nossa língua para pedir socorro, e só um “Ser” de consciência superior poderá entender que o direito de viver em paz é de todos.

"NOSSA TAREFA DEVERIA SER NOS LIBERTARMOS ... AUMENTANDO O NOSSO CÍRCULO DE COMPAIXÃO PARA ENVOLVER TODAS AS CRIATURAS VIVENTES, TODA A NATUREZA E SUA BELEZA."
ALBERT EINSTEIN -

Quinta-feira, Julho 13, 2006

Terráqueos

DESCRIÇÃO: EARTHLINGS (Terráqueos) é um documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em animais (para companhia, comida, roupa, entretenimento, e pesquisa científica) mas também ilustra nosso completo desrespeito por estes chamados "provedores não-humanos."
O filme é narrado pelo indicado ao Oscar Joaquin Phoenix (GLADIADOR) e apresenta música pelo artista de platina renomado pela crítica Moby.
Com um estudo profundo em pet shops, criadouros de cachorros e abrigos de animais, como também em fazendas industriais, o comércio de couro e de peles, as indústrias de esportes e entretenimento, e finalmente a profissão médica e científica, EARTHLINGS usa câmeras escondidas e imagens nunca antes vistas para demonstrar as práticas cotidianas de algumas das maiores indústrias do mundo, todas as quais dependem totalmente em animais para lucro.
Poderoso, informativo e provocador, EARTHLINGS é de longe o documentário mais compreensível já produzido na correlação entre a natureza, animais, e os interestes econômicos humanos. Existem muitos filmes valiosos de direitos dos animais, mas este transcende o cenário. EARTHLINGS grita para ser visto.

Quarta-feira, Junho 21, 2006

ALMÍSCAR - Perfume agradável, cheiroso... origem: sofrimento de animais!

Este simpático animal, o almiscareiro (Moschus moschiferus), mamífero da família dos cervídeos, originário da Ásia e da África, é provido de uma glândula em seu ventre que secreta uma substância odorífera denominada almíscar.




Recente Investigação da organização WSPA revela mais uma crueldade, similar à dos ursos da China, para produzir perfumes à base de almíscar.

O animal capturado fica até 15 anos na mesma posição, sendo manipulado apenas para retirada do líquido que produz o perfume.

Almíscar ou Musk, o Perfume que maltrata
Por Fátima Borges Pereira
E, para quem gosta de perfumes exóticos, mas tem sensibilidade, aqui vai um pedido de boicote aos perfumes e produtos adquiridos de forma cruel das glândulas dos animais. É revoltante saber que o homem dotado de inteligência e, segundo muitos, de sensibilidade, não tenha a mínima compaixão quando se trata de obter lucro material. Mais uma vez, deparo-me com o total desrespeito a natureza para satisfazer a vaidade humana. Ter vaidade é muito natural, mas precisamos ter cuidado para que ela não seja usada de forma vergonhosa e imoral, pois tenho certeza de que muita gente não faz idéia da origem do que lhe é oferecido, pois se assim o fosse, certamente estaríamos mais tranqüilos em relação ao futuro do planeta!

O Almiscareiro, mamífero da família dos cervídeos, originários da Ásia e da África, são também caçados e mantidos numa minúscula gaiola por mais de 15 anos e, somente manuseados, de forma cruel, para a obtenção do odor agradável que exala de seus órgãos genitais, o Almíscar, que é matéria prima inclusive para outros produtos. Os castores da Rússia e do Canadá, também foram presenteados pela natureza com um odor muito agradável, o que lhes rende também muito sofrimento.

Sexta-feira, Maio 12, 2006

Teste em animais (CREMES DENTAIS).

Existem indústrias que testam produtos em animais para "assegurar a qualidade" dos mesmos, com isso, milhares de inocentes animais estão pagando com suas vidas o preço de mais um capricho do “bondoso” Homem. Porém, podemos fazer algo, há alternativas para verdadeiramente assegurar a qualidade dos produtos, sem que para isso tenhamos que ser cúmplices desta crueldade.
Saiba mais:

Sábado, Abril 29, 2006

É T I C A...... ?

A Ética do Homem se resume na aquilo que é a favor do seu próprio bem-estar. Seguindo a política das justificativas o bondoso ser humano, que se auto-entitula filho de Deus, sempre encontra razões para continuar seu progresso "ético" e cego.
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Razões para questionar nossos habitos:
Diariamente, milhares de animais são abatidos nos matadouros. Muitos sangram até morrer. A dor é constante. Somente nos Estados Unidos, 500.000 animais são mortos por hora para abastecer o mercado de carne.


Milhões de pintos machos recém-nascidos são mortos diariamente porque não produzirão ovos. Não existem regras fixas para essa destruição em massa. Alguns pintinhos são esmagados, outros sufocados até morrer. Muitos são usados para fabricar fertilizantes ou alimentar outros animais.



Os animais, cuja carne chega à sua mesa, morrem solitários, aterrorizados, tristes e em sofrimento. A matança é desumana, sem um mínimo de compaixão.

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-Alguns fazendeiros dão tranqüilizantes aos animais para mantê-los calmos. Outros, ministram antibióticos como medida rotineira para evitar infecções. Ao se alimentar de carne, você está ingerindo todos esses medicamentos. Nos Estados Unidos, 55% de toda a produção de antibióticos é destinada aos animais e o índice de infecções causadas por estafilococos resistentes à penicilina subiu de 13% em 1960 para 91% em 1988.

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Os animais sofrem dor e medo como nós. Passam as últimas horas de sua vida trancados em um caminhão, encerrados com centenas de outros animais, igualmente apavorados, e depois são empurrados para um corredor da morte ensopado de sangue. Quem come carne sustenta o modo como os animais são tratados.

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